Platts Steel Glossary

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Acabamento lustroso

Acabamento bastante brilhante da folha-de-flandres ou do aço inoxidável feito por meio da laminação entre dois cilindros altamente polidos, com redução mínima das medidas.

 

Alto-forno

O alto-forno (AF) é uma parte chave de uma usina siderúrgica que utiliza o minério de ferro como sua principal matéria-prima. Essa estrutura de grande estatura e em forma de coluna separa o ferro do minério bruto por meio de um processo térmico contínuo, que gera ferro-gusa, para posterior conversão em um forno de oxigênio (BOF).

Minério de ferro, coque e calcário são as principais cargas do AF, introduzidos pela parte de cima do forno. Jatos de ar pré-aquecido  em menor grau sustentam a reação térmica do coque, eliminando monóxido de carbono. Esse reage com o minério de ferro, que consiste de um óxido, produzindo como substâncias finais na reação o dióxido de carbono e o ferro-gusa, o qual se sedimenta no fundo do forno e é periodicamente removido.

Os gases em alta temperatura que emergem do topo do forno pré-aquecem novas cargas de material, iniciando a redução do minério e a conversão do calcário em dióxido de carbono e óxido de cálcio. Essas substâncias reagem com as impurezas do ferro-gusa, formando a chamada 'escória de alto-forno', substância posteriormente empregada por fabricantes de cimento.

Os Afs tipicamente possuem capacidade de produção de 1 a 5 milhões de toneladas anuais e operam ininterruptamente por vários anos entre uma parada de manutenção e outra.

 

Amostra a granel

Uma grande e representativa amostra de pedra mineralizada de um minério cujo teor de mineral está sendo analisado para exploração comercial.

 

Análise

Teste químico feito em uma amostra de mineral para determinar a concentração do metal nele contido.

 

 

Arbitragem

Arbitragem é quando um trader, operadora ou um indivíduo percebe e explora uma pequena variação nos preços de commodities, nas taxas de conversão de câmbio ou em outros instrumentos financeiros em diferentes mercados. O lucro é resultado da compra por um preço em um mercado e a venda imediata do mesmo commodity em um mercado diferente por um preço mais alto.


Em relação ao câmbio, traders tiram vantagem de pequenas diferenças nas taxas de conversão. As taxas de câmbio também são importantes na arbitragem de commodities, mas o escopo é reduzido quando o comércio entre diferentes países é realizado com base na mesma moeda (como dólar dos EUA).
Como as variações de valores em diferentes mercados normalmente são pequenas, é necessário um grande volume de transações, por custos baixos, para atingir um ganho significativo. Conseqüentemente, arbitragem tende a ser uma ferramenta mais utilizada por companhias de trading do que por especuladores individuais.

Aço acabado

Produtos acabados de uma usina siderúrgica, como barra, chapa grossa, vigas e bobina.

 

aço acalmado

É o aço que foi tratado com um agente desoxidante, como o alumínio ou silício, enquanto é fundido e antes do lingotamento.

O objetivo é reduzir significativamente ou remover totalmente o teor de oxigênio do aço para que não haja formação de gás durante a subseqüente solidificação.

O aço fundido resultante não é poroso e é bastante homogênio. Tanto os produtos planos quanto os longos podem passar por conformação ou trefilação no processo seguinte ao de desoxidificação.

Aço bruto

A medida normal da produção de aço. O aço bruto é tanto o aço líquido quanto o aço fundido antes de ser mais trabalhado. 

 

 

Aço de fácil usinagem

Também conhecido por seus nomes em inglês 'free-machining' ou 'free-cutting' steel, é um excelente material com boas propriedades de corte para ser submetido a trabalhos de usinagem como perfuração, rodeio e moagem. É utilizado para produzir componentes de engenharia e é comumente fornecido ao fabricante de maquinários laminado a quente, trefilado a frio, torneado ou em barras de precisão. São tipicamente, redondos, quadrados ou hexagonais.

Bons aços de fácil usinagem permitem um processamento mais veloz do material, a altas velocidades de corte e desbaste (para maior produtividade), com baixa potência de corte (para ampliar a vida útil da ferramenta) e gerando limalhas mais fáceis de serem retiradas do chão de fábrica. Uma propriedade-chave desse material é que ele possui grandes tolerâncias dimensionais e grande superfície de usinagem.

O material-chave desses aços é o chumbo e uma pequena quantidade de enxofre. Além do carbono, outros elementos da composição da liga são o manganês, o fósforo e o silício. A adição de telúrio pode ampliar ainda mais a usinabilidade.

Aço engenharia

Veja SBQ

Aço Estrutural

Aço estrutural é produzido especificamente para ser usado em construções e possuem um formato ou perfil, composição química e resistência específicos. Estes parâmetros e outros, como seu armazenamento, são regulados pelos padrões particulares dos países mais industrializados. (veja também vigas de abas largas)

Aço inox duplex

Este aço combina as propriedades do aço inox austenítico e ferrítico, as duas especificações mais comuns.

Com uma microestrutura de aproximadamente 50% austenítico e 50% ferrítico, o aço inox duplex possui alta-resistência e propriedades anti-corrosivas. Sua dureza e ductibilidade são maiores do que as especificações ferríticas e semelhantes, porém menos resistentes, do que do aço austenítico.

Produzido pela primeira vez na Suécia em torno de 1930, o aço duplex foi aprimorado 50 anos depois. Novas tecnologias de refinamento permitiram a introdução de ligas de nitrogênio. A composição das principais ligas é:  cromo 18 – 26%, níquel 4 – 6,5% e molibidênio 0 – 3%.

O aço inox duplex é frequentemente utilizado para aplicações em petróleo e gás, plantas processadoras - como de papel e celulose e de dessalinização - e para trocadores de calor.

Aço livre de estanho

Apesar de ser classificada ao lado da folha-de- flandres, aço livre de estanho é um produto revestido com cromo e resistente à corrosão que, como o flandres, é utilizado em embalagens para alimentos e outros produtos. É conhecido como aço revestido por cromo eletrolítico (ECCS).

O revestimento é aplicado às bobinas laminadas a frio com baixo teor de carbono em um processo eletrolítico contínuo utilizando ácido cromo. O resultado é uma fina camada de cromo e óxido de cromo.

Além de ser utilizado em embalagens, o produto é encontrado, também, em alguns equipamentos eletrônicos.

Comparado com flandres, o ECCS é mais fácil de ser reciclado porque o estanho é contaminoso na sucata.

Aço SBQ

SBQ, ou barras especiais, é um termo utilizado predominantemente na América do Norte para descrever produtos longos de aço que exigem processamentos mais exigentes ou aplicações de usuários finais de mesmo nível das qualidades commodities. Em outras regiões, o termo mais usado é “aços engeharia”.

A química e rotas de produçaõ para SBQ são mais complexos do que de perfis comerciais e outras qualidades commodities e são geralmente usinadas, forjadas ou trefiladas a frio durante o processo seguinte.

A principal área de aplicação é a indústria automotiva em motores, transmissões, componentes de direção e suspensão, mas estes aço podem ser utilizados desde ferramentas a motores elétricos e em petroquímicas e outros setores industriais.

 

Aço-carbono

Tipos comuns de aço sem teor de liga significativo. 

 

 

aço-ferramenta

O termo designa aços carbono e ligados para confecção de ferramentas utilizadas em diversas aplicações – corte, prensagem, forja, perfuração, moldagem e extrusão.

Os pré-requisitos principais são a dureza e a resistência à abrasão, desse modo as ferramentas podem desempenhar seu objetivo por mais tempo. A resistência à deformação também é importante, assim como uma boa resistência ao impacto e à compressão. Uma boa maquinabilidade é também importante.

O teor de carbon varia de 0.4% a 2.1% e o conteúdo de ligas é bastante variado: manganês, cromo, tungstênio, silício, molibdênio, níquel e cobalto. Alguns aços-ferramenta são também inoxidáveis.

Os aços-ferramenta são tratados a quente e o alto teor de carbon tende a ser o ideal para aplicações em corte e estamparia. Aqueles categorizados como “conformados a frio” são para aplicações onde a temperatura superficial é menor do que 200oC e aqueles “conformados a quente” em temperatura maior que 200oC.

Aço-liga

Em primeiro lugar, devemos entender o que é uma liga: um material formado por dois ou mais elementos, do qual pelo menos um deles seja um metal. Ligas possuem melhores características específicas que suas partes constituintes. O próprio aço é uma liga de ferro (veja “Qual é a diferença entre ferro e aço?”, no Insight No 21, em 12 de outubro de 2006).

Aços ligados, portanto, são aços nos quais um ou mais elementos foram adicionados aos usuais ferro, carbono, manganês e silício – materiais básicos do aço carbono comum – a fim de melhorar suas propriedades e desempenho. Freqüentemente, isso envolve melhores resistência e/ou dureza e/ou ductibilidade e/ou resistência à corrosão. Inúmeros elementos adicionais podem estar presentes num aço ligado, e algumas vezes as propriedades desejadas no produto final são conquistadas através de uma combinação de processos de ligamento e de tratamento de calor.

Existe uma gama imensa de aços ligados – ou aços-liga, para usar outro termo bastante comum – desenvolvidos para aplicações muito específicas, como em rolamentos, engrenagens, eixos, furadeiras, serras, parafusos, armações para pneus, armações para aeronaves, carrocerias, armaduras, etc. Entre os elementos usados nos aços ligados estão o bismuto, boro, cálcio, cromo, cobalto, chumbo, níquel, molibdênio, selênio, silício, enxofre, telúrio, tungstênio e vanádio.

aço-mola

Esse material irá tolerar continua deformação sob incidência de carga, porém retornará a sua posição e forma iniciais assim que tal carga for removida. O aço-mola é um aço médiocarbono (0.4-0.95%) disponível tanto em peças longas (barras e arames) como em peças planas. Alta resistência é importante e tal característica é conseguida por meio da utilização de ligas como silício e manganês.

Há considerável diferenciação entre as várias aplicações e condições impostas ao aço-mola, sendo que algumas peças automotivas levam o material ao limite de sua eficiência. Molas e outras peças em veículos operam com milhares de ciclos de compressão por minuto, e ainda assim perfazem uma vida útil no motor de milhares de horas.

Muitas das molas são produzidas a partir de técnicas de endurecimento e têmpera, embora a produção de muitas molas e amortecedores de maior porte seja feita a partir de aços recozidos que são endurecidos após sua fabricação.

Aços especiais

Diferente dos aços-carbono e doce, os aços especiais possuem liga para atingir propriedade mecânicas particulares para usos finais específicos. Como exemplos de aços especiais são aços para ferramentas de corte, mancais ou molas. (Veja também: SBQ)

 

Backwardation
Bobina a frio (BF)

Aço plano laminado que passou por um laminador de redução de tiras a frio para diminuição da espessura e da melhoria do alinhamento de superfície. Isto forma uma medida reduzida, também chamada de redução a frio.

 

Body in white (the)

Este é o termo utilizado para designar a principal estrutura do carro antes de adicionar outros componentes (motor, bancos, transmissão, volante, etc) e fazer o acabamento. A opinião se divide sobre se a caranejam do carro (ou body in white – BIW) inclui ou exclui portas, capô, etc.

O BIW define o tamanho, forma e resistência do carro, e engloba uma estrutura monocoque feito de chapas de aço soldadas por robôs. É uma estrutura forte e firme e, tirando as portas e afins, é responsável por 20% do peso final do veículo (cerca de 280-290kg de um carro tamanho família/médio).

Tanto bobinas a quente e a frio, a maioria ou grande parte galvanizada, são usadas na fabricação das partes que compõem o BIW.

C&F
Carro torpedo

Carros torpedos são recipientes com forte isolamento térmico utilizados para transportar ferro líquido do alto-forno ao convertedor de aço.

Possuem uma aparência distinta: são longos e arredondados, sendo que a circuferência no meio é maior do que nas extremidades – lembram uma bola de futebol americano. Um bom isolamento térmico é essencial para que se perca o mínimo de calor possível e para evitar o derramamento do metal.

Carros torpedos podem transportar várias centenas de toneladas de ferro com temperatura perto dos 1.500ºC. Se movem sobre sobre trilhos que podem ser puxados por locomotivas por apenas alguns metros ou até diversos quilômetros.

Um alto-forno moderno pode produzir cerca de 10 mil t de ferro diariamente, sendo necessários diversos carros torpedos.

carvão PCI

O carvão utilizado pelas siderúrgicas para injeção de carvão pulverizado (PCI) em altos-fornos é, no geral, o carvão para caldeira (que costumam ser usados por termoelétricas a carvão) ao invés do carvão metalúrgico utilizado para produzir coque*.

As qualidades desejadas em um carvão PCI estão relacionadas ao seu desempenho térmico no forno e às suas características físicas (que podem variar dependendo das técnicas de preparação, manuseio e injeção de carvão utilizadas).

O carvão procurado tem baixa concentração de fósforo, enxofre e cinza. Outras características-chave são possuir um bom valor calórico e combustão mais rápida.
Carvão de alta volatilidade é procurado por sua rápida combustão, mas a alta volatilidade não é sinônimo de alto valor calorífico (que aumenta a taxa de substituição de coque que pode ser alcançada), então é preciso chegar a um meio-termo aqui. O comportamento da cinza e de outras partículas de carvão remanescentes no forno também é um fator importante na escolha do carvão para PCI.

* Para definições de PCI, coque e carvão metalúrgico e as razões para utilizá-los, veja o dicionário SBB (www.steelbb.com> pesquisa > dicionário).

cementação

Também conhecido como "endure-cimento superficial", é um método de tratamento a quente para elevação da dureza e resistência à abrasão, aplicado em superfícies de aços carbono, enquanto que o "miolo" mantém-se mais maleável e resistente à fraturas.

A dureza é geralmente obtida através da dissolução de carbono ou nitrogêncio na camada superficial do aço (processos respectivamente conhecidos por carburação ou nitrificação).

A cementação pode ser utilizada em aços carbono comuns ou aços-liga e geralmente utilizado em aços com teor de carbono inferior a 0.2%.

Uma vez tratado, tais peças de aço podem ser utilizadas em componentes como engrenagens e outras partes sujeitas à fortes tensões e atritos mecânicos.

Centro de serviço

Veja distribuidor

Chapa aluminizada

Esta é uma chapa de aço a qual um revestimento fino, banhado a quente e com a liga alumínio-silício é aplicado.

O material é usado basicamente em aplicações que precisam resistir ou refletir o calor e resistir à corrosão em temperaturas maiores do que os itens galvanizados podem agüentar.

O teor de silício é normalmente de 5-11%, o que promove a aderência do revestimento à peça. Embora os revestimentos com alumínio sejam aplicados principalmente ao aço-carbono laminado a frio, eles também são usados em alguns aços inoxidáveis ferríticos para dar durabilidade aos escapamentos dos carros.

O aço aluminizado é bastante moldável, e é usado especialmente em escapamentos de veículos, fogões, fornos, permutadores de calor e em instrumentos para cozinhar.

O revestimento é especialmente bom porque resiste à maresia e à corrosão por condensação no escapamento.

Chapas galvanizadas e recozidas

São chapas galvanizadas a quente que, após pasarem pela linha de galvanização contínua para serem  revestidos com zinco, voltam ao forno para serem recozidas. Este processo possibilita que o ferro presente nas tiras de aço carbono migrem para a camada de zinco, formando liga de ferrozinco.

Tiras galvanizadas e recozidas possuem coloração cinza maciça, sem o brilho característico dos galvanizados a quente. As tiras são mais lisas e facilitam o processo de solda se comparados com produtos que passam pelo processo tradiconal de acabamento com zinco. Estas qualidades tornam o produto popular entre os fabricantes de automóveis.

CIF
Cilindros de encosto

Em uma usina de laminação, os cilindros de encosto exercem força nos dois cilindros que estão realmente em contato com o metal que está sendo processado (os cilindros laminadores). Os cilindros de encosto previnem os cilindros laminadores de dobrarem com as forças exercidas neles, já que eles “comprimem” o metal que está passando pela usina em um novo perfil.

Os trens de laminação de aço-carbono e não ferrosos são normalmente em 4 estágios (2 cilindros laminadores e dois cilindros de encosto) ou em 6 estágios. Mas no caso do aço inoxidável, por causa das tremendas forças envolvidas durante a laminação a frio, existe um grupo de cilindros de encosto em torno (de pequeno diâmetro) dos cilindros laminadores – por isso, o nome laminador duplo com quatro cilindros de encosto (uma alternativa para laminador Sendzimir, que é freqüentemente usado para descrever o produto).

Concentrado

Um pó fino, como um produto intermediário entre o minério e o metal, do qual grande parte dos resíduos for eliminada, deixando uma concentração maior do mineral requerido do que no minério original. O equipamento usado é conhecido como concentrador.

 

 

Concentrador
Conhecimento de embarque

Este é um documento utilizado no comércio marítimo para indicar propriedade, quantidade, condições e destino dos bens transportados e funciona como uma 'nota fiscal de transporte' da mercadoria.

Um conhecimento de embarque (B/L) é fornecido pelo cargueiro (comandante da embarcação ou pelo armador) ao proprietário ou a pessoa que despachou a mercadoria e consiste numa prova de que os bens foram realmente embarcados.

Mas o valor do B/L como um certificado de condição é discutível, uma vez que o ato do embarque de mercadorias num cargueiro pode tornar impraticável para um armador verificar de modo preciso as condições de cada item embarcado – mesmo porque muitos deles estão embalados.

Entretanto, se no ponto de destino a quantidade e/ou condições da mercadoria não estiverem discriminadas no B/L, o cargueiro passa a ser o responsável por qualquer discrepância, mesmo o B/L podendo ser preparado pelo emissor do produto.

Normalmente o destinatário da mercadoria deve mostrar o B/L para garantir a entrega no ponto de destino.

 

Contango e backwardation

Estes termos são familiares às siderúrgicas que já atrelaram seus custos com zinco, níquel ou estanho a bolsas de commodities, mas a partir de agora também serão de interesse de usuários e processadores do setor siderúrgico, já que os negócios futuros de tarugo e vergalhão estão cada vez mais em voga.


Em um dia comum do mercado de futuros, o preço do contrato futuro é maior do que o preço estabelecido em dinheiro naquele dia. Isto acontece devido ao custo com armazenamento e a garantia de envio das remessas do metal destinadas para entrega posterior. Nestas circunstâncias, o mercado está em contango, quando o preço de uma mercadoria no mercado futuro está bem acima do preço esperado no mercado spot ou para entrega imediata.

Mas existem momentos em que os preços à vista ou spot excedem os preços futuros, normalmente quando a escassez de oferta a curto prazo afeta a expectativa do mercado. Quando isso acontece, o mercado está em backwardation (mercado invertido).

As bolsas de commodities podem intervir para limitar a extensão do backwardation.

 

Contrato futuro

Em relação a commodities, e o interesse dos leitores da SBB será principalmente a respeito de aço e metais não-ferrosos, um contrato futuro é um acordo entre duas partes para comprar ou vender uma quantidade específica da commodity em uma data futura fixada, por um preço estabelecido no momento em que o contrato é feito.

Os contratos futuros são negociados em uma bolsa de futuros, como a Bolsa de Metais de Londres, e algumas vezes são comercializados como derivativos.

É possível existir contratos com datas estabelecidas com mais de dois anos adiante.

Uma variação comum do contrato futuro é o contrato de opções. Este dá ao comprador, ou detentor do contrato, o direito, mas não a obrigação, de exercer o contrato futuro.

controle automático de bitola

Além de sua composição, os principais parâmetros que determinam a aceitação de um produto plano por um cliente são a uniformidade de sua espessura, sua regularidade de superfície e um bom acabamento.

O controle automático de bitola (AGC) é uma combinação tecnológica de hardware e software que permite às relaminações atingir boa uniformidade de espessura tanto na largura quanto no comprimento. Além do afastamento dos roletes de laminação, outros fatores são relevantes em relação à tolerância de espessura, como a velocidade e tensão na tira.

Usando uma combinação de sensors computadorizados e components hidráulicos, a distância entre os roletes é continuamente ajustado para alcançar a espessura desejada em uma tira passando no equipamento em velocidade superior a 80 km/h.

Corex

É uma tecnologia para a fabricação de ferro que, ao contrário do alto-forno, usa carvão térmico (não coqueificável), evitando o alto custo do coque.

Esse é um processo com dois estágios, no qual o aglomerado de ferro, as pelotas ou o minério de ferro sinterizado – ou uma mistura disso -, é primeiramente colocado em um eixo reduzido, onde é transformado em ferro pré-reduzido (veja Insight nº1, 1º de fevereiro de 2006) por meio da redução de gases. Depois, o ferro pré-reduzido quente entra em um fundidor/gaseificador junto com carvão e oxigênio, onde o ferro líquido e a escória são produzidos e periodicamente recolhidos.

O Corex foi desenvolvido pela VAI (agora Siemens-VAI) e, depois da primeira operação comercial na década de 90, está agora a serviço de siderúrgicas na Ásia e na África so Sul. A última unidade, com capacidade de 1,5 milhão t/a, foi inaugurada este mês na Pudong Steel, subsidiária da Baosteel na China.

O desenvolvedor diz que os valores emitidos pelo Corex já atendem confortavelmente aos futuros padrões europeus.

As tecnologias que competem com o Corex incluem Finex, HIsmelt e Tecnored (veja Insight 44, 15 de agosto de 2007).

Corrugado

Veja vergalhão

Degaseificador à vácuo

O Degaseificador à Vácuo (DV) é utilizado em seguida à aciaria para reduzir o teor de carbono, nitrogênio, hidrogênio e enxofre no aço fundido. O teor de fósforo pode ser igualmente reduzido.
O processo ocorre à vacuo em um forno-panela e é frequentemente utilizado tanto por produtores de aços carbono quanto especiais.


Quando empregado com aços de alto teor de cromo, o DV permite alcançar um nível bastante baixo de carbono sem que haja perda considerável de cromo no metal fundido.


O DV se difundiu à medida em que cresceu a demanda por aços de alta qualidade por parte dos setores automotivo, de construção, exploração de petróleo, de tubos e trilhos também.
Em produtos de alta liga como mancais, o DV elevou a vida-útil da peça, enquanto que entre os produtos planos, os aços degaseificados a vácuo com baixo teor de carbono atendem bem à demanda de produtores e processadores de estruturas pré-moldadas.

Duplamente reduzida a frio

Tira de aço que passa uma segunda vez pela usina de laminação depois de ser recozido.

 

 

EAF

Fornos de arco elétrico (EAF) produzem aço diretamente da sucata, que pode também ser substituído por outros insumos como ferro esponja e ferro-gusa. Cerca de um terço da produção global de aço é produzido através de EAFs, e o restante por altos-fornos (convertedores).

O EAF é um compartimento forrado com material refratário e uma cobertura retratátil através do qual eletrodos de grafite gigantes são introduzidos depois que o forno já foi abastecido com sucata e a tampa do forno lacrada. EAFs possuem, geralmente, 60-150 toneladas de capacidade por fundição, mas ocasionalmente podem ser maiores. No entanto, costumam ser bem menores do que os altos-fornos.

A fundição ocorre devido à energia liberada através da centelhação entre os eletrodos e a sucata. Normalmente são três eletrodos, sendo apenas um em fornos de corrente direta.
Muitos estudos já foram feitos para tentar minimizar o tempo de produção do aço fundido (tempo tap-to-tap). É prática comum transferir o aço para um segundo forno onde são adicionadas as ligas (metalurgia secundária) e assim liberar o EAF para uma próxima carga. O pré-aquecimento da sucata e a injeção de oxigênio também elevam a produtividade e reduzem o uso de energia.

 

Empréstimo sem garantia em ativos

É um tipo de financiamento no qual o credor só está intitulado a receber o pagamento se for proveniente do faturamento ou lucro do projeto/atividade que estiver financiando, e não das propriedades do tomador do empréstimo. Ao contrário do empréstimo com garantias, onde o tomador garante totalmente sua dívida  e o pagamento não é condicional ao faturamento da atividade que está sendo financiada.

Levando em contas semelhanças com o empréticmo sem garantia em ativos, outra alternativa seria o empréstimo com garantias limitadas. Neste caso, o pagamento do saldo devedor é realizado através do faturamento do projeto/atividade. O credor, porém, também firma outras garantias de pagamento com patrocinadores, empreiteiras, fornecedores de insumos, governos, etc, além do fluxo de caixa – como, por exemplo, o projeto garantindo contratos de venda antecipados. É uma opção largamente utilizado em regiões onde riscos financeiros são mais altos.

Escória

Materiais colocados dentro do forno para remover as impurezas do ferro ou aço. Depois da solidificação, a escória pode ser usada como um agregado ou, no caso da escória com alto teor de fósforo, como fertilizante.

 

 

Estoquista

Comerciante de aço que mantém um estoque de produtos em um armazém para vendê-los em pequenos lotes para usuários finais. O comerciante freqüentemente realiza alguns trabalhos de processamento, como de corte de bobinas, corte ao comprido e estampagem para adequar o produto para fins particulares. Também são chamados de centros de serviço de aço quando emprega tais processamentos.

Estudo de pré-viabilidade

Análise preliminar da viabilidade econômica de um depósito, a qual é usada como base para justificar um estudo de viabilidade maior e mais caro.

 

 

Estudo de viabilidade

É um estudo detalhado sobre os aspectos técnico, econômico, social e legal de um projeto de mineração. Os riscos são identificados e quantificados. Ele fornece informações suficientes para decidir se o projeto vai ou não adiante. O estudo de viabilidade é usado como base pelos financiadores do projeto para fornecerem o capital suficiente.

 

Ex-works

O preço ex-works de um carregamento é o preço na porta da planta/fábrica. Nenhum transporte está incluído, ao contrário dos preços cfr, c&f, cif, etc.

Extrusão

Extrusão é o método de produção de aço com uma dimensão particular que força o metal através de uma forma até atingir o formato desejado. O resultado é um item com dimensão tolerável, embora não seja tão perfeito quanto um corte feito por uma máquina.

O método é usado para a fabricação de diversos tipos de perfis, desde redondos, quadrados, em “L” e “T” , tubos e até perfis complexos, que podem ser difíceis de serem produzidos por qualquer outro método. Estes últimos são muitas vezes específicos para uma aplicação em particular, e um estoque de matrizes será usado pelas linhas de extrusão quando estes tipos de perfis forem necessários.

O material inicial para a prensa de extrusão é normalmente um tarugo redondo pré-aquecido e, dependendo do tipo de aço, os perfis com tamanhos que irão caber dentro de um círculo com 250mm de diâmetro seriam um exemplo característico do que uma máquina de extrusão pode produzir.

O método também é bastante usado para metais não ferrosos, principalmente alumínio, bem como para plásticos.

Ferro esponja

Ferro esponja (DRI) é um tipo de ferro metálico utilizado na produção de aço a partir de fornos de arco-elétrico (EAF). É produzido através do aquecimento do minério de ferro por um processo baseado em gás natural. Devido à sua pureza e consistêncica possui um prêmio de sucata. É vendido na forma de pelotas, granulados ou coque (HBI – produtos pré-reduzidos).

Ferro esponja é utilizado, principalmente, para alimentar fornos EAF quando as siderúrgicas necessitam de matéria-prima de alta qualidade para diluir elementos não desejados presentes na sucata. O produto é largamente utilizado pelas usinas que produzem chapas ou produtos longos com qualidades especiais.

Ferroso

Item que contém ferro. Usado para diferenciar o ferro e o aço do metais não-ferrosos.

 

Finos

Material que passa por uma tela onde os fragamentos mais graúdos são retidos. Em relação ao minério de ferro, os finos são usados para classificar o material que possui normalmente 1-10mm de tamanho.

Fio-máquina

Fio-máquina, um laminado a quente de tarugo de aço que pode conter baixa, média ou alta concentração de carbono ou liga, geralmente é entregue como bobina – sendo o mais comum com 5,5mm de diâmetro, mas podem chegar a até 60mm. O controle na etapa de resfriamento final do produto é parte crítica de sua produção.

Fio-máquina com baixo teor de carbon é utilizado em aplicações com baixo grau de exigência, como arame para telas ou concreto estrutural. Já o produto com alto e médio teor de carbono é utilizado para a produção de armações de pneu, materiais de alta performance. Fio-máquina para trefilação é utilizado na produção de rebites, parafusos e pregos. Fio-máquina ligado é mais comum em produtos de engenharia. Outras qualidades de fio-máquina são utilizados como solda.

Flotação

Processo de concentração de líquido no qual as partículas minerais desejáveis juntam-se às bolhas e flutuam para longe de partículas de resíduos.

 

 

Fluxo

Calcário ou outro material de escória colocados em um forno para remover impurezas do ferro ou do aço.

 

FOB, FOT, CFR

Um contrato de venda negociado com base free on board (FOB em inglês, ou livre a bordo) significa que o vendedor arca com os custos de transporte do produto até o seu embarque no navio. A partir daí, o compardor assume as despesas com cabotagem, desembarque e transporte até o destino final, incluindo, também, o seguro. Em outras palavras, o risco é transferido ao comprador assim que o produto atravessa a amurada do navio. Quando a base é free on truck (FOT em inglês, ou livre no caminhão) o fornecedor arca com responsabilidades parecidas ao do FOB, porém até a rodovia por onde o produto será transportado até o cliente.

Em contraste, contratos com base cost and freight (cfr em inglês, ou custo e frete) supõe que o vendedor fique responsável pela organização e pelos custos de transporte até o porto acordado entre as duas partes por onde continuará o despacho do produto até seu destino final. O risco é transferido ao comprador assim que o produto é embarcado no navio. Poderá ficar estipulado que o vendedor fique responsável pelo seguro marítimo da carga. (Os termos cost and freight (c&f) e insurance and freight (cif) foram substituídos há alguns anos).

 

Forjamento

Esta é uma forma de produzir peças de metais individuais por impacto mecânico. É adequado para uma ampla variedade de aços e pode ser feito com o metal frio, morno ou quente. Forjamento se difere de fundição, pois as peças são moldadas em estado sólido e não fundidas.

Peças forjadas são utilizadas, principalmente, em aplicações onde é fundamental força e integridade. São peças mais fortes do que as funidads ou usinadas, pois a deformação mecânica permite que a estrutura granular do metal acompanhe a forma acabada da peça.

Forjamento a frio é mais usada em peças pequenas e permite dimensões precisas e alta produtividade. Com forjamento morno, a ductibilidade do metal é elevada, reduzindo a força das ferramentas. Forjamento a quente, realizada quando a peça alcança sua temperatura de recristalização, permite a deformação de peças maiores. Como exemplo, podemos citar eixo de turbinas de usinas elétricas ou os principais componentes do trem de pouso de aviões jumbo.

Existe uma série de diferentes formas de forjamento que envolvem conter a peça de metal a uma nível maior ou menor. Os materiais iniciais podem ser barras de aço, tarugos ou lingotes, geralmente adquiridos de terceiros pelas siderúrgicas.

Forno de cópula ou de cubilô

Este é um tipo de forno com conceito similar ao alto-forno, mas muito menor, bastante usado para produzir gusa líquido em casas de fundição.

A unidade é essencialmente uma câmara de aço refratário com cerca de 6-10 metros de altura na qual o ferro-gusa frio, e às vezes também um pouco de sucata de ferro, coque e calcário, são carregados. A combustão é forçada.

Este processo contínuo rende ferro de alta qualidade por meio de um processo de baixo custo. O material é usado em diversas aplicações, que variam entre componentes automotivos e drenos.

Estima-se que a fusão no forno de cópula produza bem mais do que a metade do gusa líquido usado mundialmente para produtos de ferro e aço fundido. Entretanto, normas ambientais mais rígidas estão entre os fatores que pressionam os usuários deste método.

 

forno de indução

Ao contrário do forno elétrico de aciaria (EAF), que fornece energia calorífica por meio de eletrodos submersos na carga inserida, os fornos de indução aquecem a carga indiretamente*.

Uma corrente elétrica alternada é passada através de uma bobina que envolve a nave do forno. Isso cria campos magnéticos que geram correntes elétricas contínuas na carga de metálicos ou sucata, aquecendo-a e fundindo-a. Uma vez que a carga está já fundida, a corrente contínua passa a agitar a mistura.

O custo de implantação de um forno de indução é menor do que o da aciaria elétrica convencional, despende menor quantidade de energia elétrica por tonelada fundida e não incorre em custos com eletrodos. Possui, no entanto, limitações de tamanho. Tipicamente possui tamanhos entre 5t e 100t de volume, mas a maioria das unidades operantes estão muito aquém desse máximo, ou seja, em geral são menores que a maioria dos fornos elétricos EAF. Fornos de indução são usados principalmente por fundições, exceto na Índia, onde há grande incidência de seu uso entre siderúrgicas.

Embora mais limpos que os fornos de cúpula utilizados por fundições, o forno de indução exige fontes confiáveis de energia.

Fundição

Processo de transformação do aço líquido em uma forma sólida adequada para o processamento de produtos acabados por laminação ou forja.

Ganga

 Os minerais menos valiosos extraídos na mineração de um depósito de mineração.

 

 

HBI

Veja DRI

Hematita

É um óxido de ferro (Fe2O3) largamente usado na produção de ferro-gusa em alto-forno. Ele é geralmente mais barato e mais fácil de ser beneficiado do que a magnetita (Fe3O4), e também requer muito menos energia para ser triturado e esmerilhado. Entretanto, ele pode conter impurezas. (veja também minério de ferro)

Hidroformação

Esta é uma técnica para moldar peças tubulares através de pressão hidráulica interna até atingir a forma final desejada.

A vantagem é que partes mais complexas, que geralmente necessitam de deformações mas significativas, podem ser produzidas facilmente a partir de uma única peça de aço, ao invés de diversas peças que então precisariam ser soldadas. A produção a partir de uma única peça significa, também, que a performance mecânica desejada pode ser atingida através de aços mais finos.

Os usos mais comuns desta técnica são no setor automotivo, onde a hidroformação é usada para moldar peças tubulares em importantes componentes estruturais, como suportes do motor, partes da suspensão, vigas de impacto e alguns itens da carroceria.

Os aços tubulares são colocados dentro de um molde e então submetidos à pressão interna até que atinjam a forma do molde.

Diversas siderúrgicas possuem operações de hidroformação para se aproximarem mais do setor automotivo. Algumas produzem os moldes utilizados para formar peças específicas,enquanto outras produzem seus próprios componentes acabados.

HMS 1 & HMS 2

A HMS denomina sucatas pesadas de fundição e os números 1 e 2 representam os dois graus existentes para a definição. São provavelmente os graus de sucata mais comercializados mundialmente.

Ambos os graus compreendem apenas sucata limpa de obsolescência. Isso significa ferro e aço recuperado de demolições ou desmantelamentos ao final de sua vida útil.

Mesmo porque ambos os graus garantem uma espessura mínima – pelo menos 6.3mm para a HMS1 e 3.15mm para a HMS2 – os carregamentos possuem alta densidade. Ambos possuem, ainda, máximas dimensões (em geral 60'' por 24'') e devem ser preparadas para facilitar o manuseio e a carga no forno.

Tal densidade, tamanho e preparação são necessárias para uma operação eficiente no forno por meio da redução do tempo de carga a ser refundida. Por outro lado, sucatas muito finas em geral aumentam o tempo de carga, comprometendo a produtividade do forno.

As variações nas dimensões máximas e mínimas são cobertas pelo ISRI (North America's Institute of Scrap Recycling Industries).

A sucata HMS é geralmente comercializada como um 'blend' entre as categorias 1 e 2, ou como 'premium blend' (80:20) ou 'lower grade' (60:40).

 

Laminadores reversível, em linha e contínuo

O aço é laminado para reduzir sua espessura ao passar entre um par de cilindros em um trem de lâmina.

Mas como é difícil atingir a espessura final desejada ou o corte transversal em único passo (passe único), o aço precisará passar pelo mesmo laminador diversas vezes (com uma abertura entre os cilindros reduzida e/ou com a mudança da seção verticual alterada cada vez) ou transferido para outros trens de lâmina para outra redução/moldagem.

Quando o aço é laminado para lá e para cá no mesmo laminador, esse é um laminador reversível. Quando ele se movimenta diretamente para outros laminador em um processo contínuo, esse é um laminador em linha ou contínuo.

Os laminadores em linha estão associados aos produtos planos e, normalmente, possuem 4 ou 6 gaiolas aplanadoras. O laminador contínuo está atrelado aos produtos longos e pode vir junto com a indicação do número de gaiolas aplanadoras e do produto (ex. 8-gaiolas laminador de perfis em barra, 10-gaiolas laminador de vergalhões etc).

Laminação de Encruamento

Uma segunda laminação a frio para bobinas na qual a redução das medidas é mínima. Pode ser utilizado para atingir um acabamento brilhante.

Ligas de ferro

São os condimentos da produção de aço. Possuem outros elementos chaves que, ao serem adicionados ao aço, se fundem determinando a utilização final do metal –para a produção de clipes de papel, lataria de carros, armação de jatos comerciais ou vigas de prédios arranha-céu.

Três ligas de ferro são reponsáveis pela maior parte da demanda: ferromanganês, liga utilizada com maior abrangência, confere ao aço resistência e dureza, além de dessulfurizar e desoxidar o aço; ferrosilício é um desoxidante que aumenta a resistência do aço e lhe provê resistência térmica e magnética/elétrica; e o ferrocromo, essencial para a produção de aço inoxidável, mas também utilizado em outras ligas de aço proporcioando maior resistência a impacto.

Lingotadora

Equipamento que converte aços semi-acabados (semis) em produtos de aços acabados através de conjuntos de cilindros rotativos que espremem o aço no formato desejado. Produtos laminados incluem barras, tirantes, chapas grossas, vigas, bobinas, etc.

manganês

É a liga mais utilizada na siderurgia, estando presente em quase todas as especificações de aço.

O Manganês (Mn) tem três vantagens principais: ele se une ao enxofre na fundição para melhorar as propriedades de trabalho a quente do aço resultante; funciona como um antioxidante; e contribui para a tenacidade e a dureza final do aço.

Geralmente ele é adicionado como ferromanganês (FeMn), mas também pode ser utilizado como silicomanganês (SiMn) dependendo de qual a especificidade final de aço desejada.

O FeMn é produzido a partir do minério ou do concentrado de manganês principalmente em fornos de arco elétrico, e no geral é classificado entre material de alto, médio ou baixo carbono. Na especificações negociadas comercialmente, a concentração de Mn normalmente varia entre 75-80%, apesar de também poder ficar entre 65-82%. O conteúdo de carbono costuma ficar na faixa de 1,5-7,5%.

O manganês também pode ser acrescentado à fundição na forma de ferro spiegel – ferro-gusa com alto teor de manganês.

Materiais danosos

Teor não desejável em um minério que causa complicações no processamento. Os elementos danosos mais comuns no minério de ferro são: Enxofre (S), Fósforo (P), Alumínio (Al) e Sílica (Si).

 

 

Metalurgia secundária

A exigência de composição do aço pode variar de cliente a cliente. As siderúrgicas usam equipamentos de metalurgia secundária (comumente conhecidos como cadinho) entre as operações de aciaria e de fundição para transformar o aço bruto nas especificações requeridas.

Normalmente, a composição, pureza e temperatura do aço são ajustadas neste estágio intermediário através da adição de elementos de liga ou tratamentos mais sofisticados como desgaseificação à vácuo (veja Insight 40, 15 de junho de 2007). As principais operações podem incluir desoxidação, desulfurização e retirada de fósforo.

O uso de metalurgia secundária não proporciona apenas uma maior variedade de especificações a serem fundidos. A otimização da composição do aço em um forno separado melhora, e muito, a produtividade da unidade principal de aciaria. Como os ajustes metalúrgicos são feitos em outros estágios, o tempo de produção do aço desde a entrada de matéria-prima até a saída de aço líquido é reduzido.

Minério

Mistura de minerais valiosos e ganga, sendo que pelo menos a extração de um dos minerais deve ser lucrativa.

 

 

Minério de ferro

É encontrado em quantidades comerciais em várias partes do mundo, sendo que os maiores e melhores depósitos estão localizados no Brasil e Austrália. O minério pode ter até cerca de 65% de teor de ferro, mas normalmente é menor que isso (pode ser até metade deste valor). Os teores menores precisam ser beneficiados antes da venda. (Veja também: hematita e precificação do minério de ferro). 

Paralização do alto forno

A menos que uma siderúrgica planeje obras de manutenção de maior porte em seu alto-forno, essa estrutura não pode ser completamente resfriada. Caso isso ocorra, os danos causados ao reves-timento de tijolos refratários é irreversível e uma reforma total deve ser feita. Isso leva muito tempo e trabalho, que as usinas costumam evitar ao máximo.

O hot idling é um procedimento que mantém um alto-forno temporária-mente em stand-by, sem receber qualquer carga. A câmara principal é mantida cheia de coque (mas sem calcário ou minério de ferro, dois outros ingredientes do gusa) e o volume de ar injetado no forno é consideravelmente reduzido, tornando a combustão mais lenta, mas mantendo uma temperatura que não afete à integridade do refratário.

Altos-fornos não são postos ociosos por mais de que alguns meses e podem tornar a produzir em apenas alguns dias.

Normalmente altos-fornos podem operar sem grandes intervenções por principais mercados, mas também  da temperança dos bancos em recuperar e restaurar linhas de crédito para negócios de qualquer porte.

Pelota

Pequena e redonda bola de minério de ferro usada como insumo dos altos-fornos.

Pelotização

Processo pelo qual o minério de ferro é triturado, moído, transformado em bolas e queimado em um forno para produzir pelotas, que contêm 60% a 65% de ferro. As pelotas de minério de ferro bruto são geralmente manufaturadas dentro de certas categorias de tamanho e possui propriedade mecânicas altas o suficiente para manterem a utilidade durante os processos de transferência, transporte e uso. Os processos térmico e mecânico são usados para produzir as propriedades corretas da pelota.

 

 

Perfil Comercial

É um tipo de produto longo de aço carbono commodity bastante usado na produção e pré-fabricação de diversos itens, incluindo barras redondas, quadradas e hexagonais, cantoneiras, esquadrias e planos. O diâmetro ou largura máxima é normalmente de 80-100mm, embora os planos com até 150mm de largura estejam incluídos. É um item essencial para muitas distribuidoras de aço, sejam elas grandes ou pequenas.

Perfil-H

veja viga de abas largas

Perfis leves

Perfis de aço estrutural de tamanho pequeno (normalmente < 80-10mm).

Perfis-H

Estes perfis estruturais pesados são normalmente chamados de perfis-H (por causa do formato da letra que aparece quando eles estão de lado). Eles são usados principalmente em estuturas industriais e construções de rápida execução, são comercializados internacionalmente e são itens com comprimento padrão. As dimensões são métricas, exceto nos Estados Unidos, onde eles são vendido como perfis “W”e em polegadas.  

Os perfis-H são laminados principalmente a quente a partir de blocos. Eles são classificados por concavidade (distância do eixo à extremidade da aba) e peso por unidade de comprimento. Estes parâmetros chegam normalmente até 1.000mm e 600 kg/metro, respectivamente. 

Eles são confundidos, às vezes, com a viga duplo-tê, mas apesar de terem usos similares, as vigas possuem abas mais estreitas e medidas máximas de concavidade e espessura menores.

Placa

Produto semi-acabado de um corte transversal de um aço plano, normalmente com mais de 200mm de espessura, usado para a laminação de chapa grossa e bobina.

 

 

Processo Bess

O processo Bess foi invetado e patenteado em 1855 por Henry Bessemer. Este foi o primeiro processo industrial acessível para fabricar aço a partir de ferro-gusa fundido. Embora este processo tenha sido usado fora da Europa por centenas de anos antes disso, esta foi a primeira vez em que ele foi utilizado em escala industrial.

O princípio do processo é o uso da oxidação para remover impurezas do ferro fundido por meio da insuflação de ar no ferro. A oxidação do ferro eleva a temperatura para mantê-lo fundido durante a operação.

Um grande recipiente, chamado convertedor Bess, é utilizado. Ele é feito de aço, com revestimento interio especial de sílica e argila ou dolomita.

 

Produtos longos

Produtos de aço que não são itens planos, como barra, tirante, vigas e trilhos. 

 

 

Produtos planos

Chapa grossa, tira e chapa, incluindo tiras/chapas revestidas com zinco, estanho ou outros materiais. 

 

 

Prêmio

É uma taxa adicional imposta pelos fabricantes de aço sobre seus clientes para refletir e compensar custos de produção maiores do que o previsto – normalmente energia e insumos principais como ligas ou revestimentos (níquel, cromo, molibdênio, zinco etc) e sucata.

Inicialmente, os prêmios estavam mais atrelados à indústria de aço inoxidável, que os introduziu para reagir contra o aumento e a volatilidade dos preços do níquel. Mas nos últimos anos, incrementos excessivos nos preços de outros insumos, como sucata e energia, fizeram com o que o conceito passasse a ser amplamente usado.

Os prêmios agora são um atributo estabelecido nos regimes de precificação de produtos como aço para aplicações mecânicas, estruturais e para fins elétricos, tubo e arame. Recentemente, as usinas passaram a usá-los para se recuperarem de mudanças significativas nos custos durante os contratos a longo prazo dos laminados planos de carbono.

Semis de aço

Semis é o termo sintético para aços semi-acabados, nome dado a grandes peças uniformes de aço fundido, as quais irão requerer futuro processamento, para que se transformem em produtos acabados longos, planos ou tubulares.

A maioria dos semis são fundidos de modo contínuo (lingotamento) e tomam a forma de blocos ou tarugos (para laminação de produtos longos como barras e perfis, ou para laminação de tubos de aço sem costura) e placas (para laminação de produtos planos como chapas e bobinas). Mas ainda há umas poucas usinas sem equipamentos de lingotamento contínuo, produzindo por meio de lingotes de aço fundido. Além disso, alguns produtores de ligas particulares produzem lingotes por razões específicas de metalurgia.

Todos os semis são trabalhados a quente, de modo a atingir as dimensões exigidas. Isso é feito em grande parte por meio de laminação, mas também pode ser por laminação/perfuração (para tubos) ou por forja (para componentes individuais).

siderurgia em fornos de piso?

A siderurgia em fornos abertos de soleira já foi largamente sobrepujada pelo processo a oxigênio e em alguns casos por fornos de arco elétrico. Atualmente, tal método, mais arcaico, representa meros 3% da produção mundial de aço bruto. Nos locais onde ainda operam tais planta - notadamente na Rússia e Ucrânia, mas também na Índia - já se está providenciando sua substituição. Quando entrou em voga, em meados do século XIX, a siderurgia de fornos abertos de piso oferecia vantagens em relação aos processos já existentes (majoritariamente a conversão Bessemer). O processo aceitava maior parcela de sucata ferrosa em sua produção, em uma época onde havia muitos países em vias de industrialização.

O processo é conduzido em uma espécie de cuba - em geral com cerca de 500 toneladas de capacidade - inserido em uma câmara refratária. A energia térmica é geralmente conseguida por meio da combustão de gases e de ar quente injetado na superfície da cuba. A carga de gusa incandescente ou mesmo frio pode ser complementada com certa quantidade de minério de ferro e calcário.

Cada corrida (ciclo de produção na cuba) leva diversas horas até ser concluída, o que torna o processo menos eficiente que os dois em voga atualmente. Além disso, a mão-de-obra necessária é muito mais intensa, além de o processo ser consideravelmente mais poluente.

Teor

O teor de metal de um minério medido em gramas por tonelads ou em porcentagem.

 

Teor não economicamente viável

O teor ou concentração de ferro (ou outro mineral) de um depósito que não é considerado viável para mineração e processamento.

 

Tiras

Aços planos finos normalmente produzidos como uma tira contínua enrolada em bobinas que pesam até 40 toneladas para posterior processamento.

Tonelada curta

Veja tonelada

Trefilação de arame

Este é o processo pelo qual o arame de aço é produzido a partir de um insumo com diâmetro maior, normalmente fio-máquina.

O arame é o produto de aço que possui o menor diâmetro e para atingir as medidas necessárias para  fabricação de itens como cercas, pregos, armações para pneus e gazes de fios finos para filtragem, o tirante a frio é colocado em uma série de matrizes de estirar, cada vez com diâmetros de perfuração menores.

Uma máquina de trefilação contínua de arame pode ter até 15 blocos, cada um com uma matriz. Eles possuem revestimento de metal, mas a moldagem é feita em uma “ponta” de carboneto de tungstênio ou de diamante natural ou sintético.

Diversos tipo de aço podem ser trefilados, desde o aço doce usado para a produção de clips e arame que envolve a rolha do champagne até o aço para molas e de alta resistência necessários para cabos de suspensão de pontes e arames para pianos.

Talvez o primeira imagem de uma fábrica de arame tenha sido pintada pelo artista renascentista Albrecht Durer em torno de 1.489. Mas sua rústica cena pastoral com diversas construções é muito diferente da produção industrial automatizada de hoje.

tubo calandrado

Geralmente a denominação se refere ao estágio de acabamento para tubos soldados que permite aos mesmos atingir maior precisão concêntrica, uniformidade de espessura nas paredes, propriedades mecânicas, dureza, resistência à tração e tensão e ainda concede melhor tratamento de superfície e integridade da solda em si. O tubo resultante ainda necessita de algum processamento posterior antes de sua utilização final.

O tubo soldado é primeiramente trefilado por meio de uma matriz e então encaixado em uma barra sólida com diâmetro próximo ao diâmetro interno do tubo – um mandril ou calandra. Uma gama de tamanhos pode ser produzida por esse processo e muitas matrizes e mandris podem estar envolvidos no processo até que se atinja as dimensões finais desejadas para o tubo.

Os tubos calandrados (Drawn-over-mandrel ou DOM) são freqüentemente utilizados e demandados em aplicações mecânicas específicas, como projetos de hidráulica.

Tubos sem costura

Tubos de aço sem costura são peças consideravelmente mais resistentes do que os tubos soldados, em razão de sua microestrutura homogênea, mas por isso mesmo sua produção é bem mais custosa.

Esses tubos são produzidos com tarugos pré-aquecidos, que são laminados sob alta pressão com cilindros deslocados, que formam um 'X' entre si e fazem a peça metálica girar, estressando o centro do tarugos de modo a facilitar sua remoção com uma barra aguda.

A peça resultante é então alongada e conformada em formato de tubo com o uso de um mandril ou uma barra longa com uma extremidade moldada, inserida no vão do tubo de modo a conseguir paredes com uma espessura determinada e um tubo com um diâmetro pré-estabelecido. Para grandes variações no diâmetro, o tubo pode ser aquecido e relaminado.

Os tubos de aço sem costura são frequentemente utilizados na área de caldeiraria, na indústria de óleo e gás e também em componentes de transmissão para o segmento automotivo.

têmpera

É um tratamento térmico aplicado a aços que necessitam elevar sua rigidez para usos específicos (mediante aquecimento e rápido resfriamento), porém, como resultado, torna-se demasiado quebradiço para algumas outras aplicações.

Temperar um aço significa aquecê-lo a uma alta temperatura (porém abaixos de temperaturas de endurecimento ou recozimento*). Isso permite à estrutura metálica modificar sensivelmente sua composição e arranjo. Posteriormente, o aço é resfriado – gradualmente na maioria das vezes, embora alguns aços exijam rápida redução da temperatura. O resultado é um aço mais resistente, dúctil e duro.

Usinas mais modernas podem atingir uma enorme variedade de propriedades e aplicações com aços a partir do controle e domínio dos processos de têmpera.

um laminador desbastador de lingotes

O termo é largamente associado a usinas de laminação pesada para remodelar lingotes de aço aquecidos em tarugos quadrados e placas. Esta operação é freqüentemente substituída pelo lingotamento contínuo do aço diretamente nestes três formatos.

O equipamento é uma usina reversível que permite a passagem e a repassagem do lingote através do eixo de laminação até que o perfil desejado seja atingido.

Antes de seu uso, no final do século 19, grandes martelos industriais eram usados para reduzir lingotes até atingirem um tamanho e formato adequado para laminação.

O equipamento também é chamado de laminador de semi-acabados, desbastador de lingotes ou laminador de placas.

Vergalhão

Uma barra de aço, normalmente com deformações em sua superfície, utilizado na sustentação do concreto.

Viabilidade
 

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